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Ponte Nova comemora 150 anos

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14 de outubro de 2016 | Social | Cultural | Mídia

No próximo dia 30 de outubro, Ponte Nova (MG) comemora 150 anos de existência. Uma história que começou lá no século XVIII, com a distribuição de sesmarias durante a colonização do Brasil. Posteriormente, entre os séculos XIX e XX, a cidade se tornou referência como maior centro açucareiro de Minas Gerais, recebendo o apelido de “princesinha da Zona da Mata”. Nessa época, também foi um principais pontos de chegada e partida das linhas férreas da Leopoldina Railway e da Central do Brasil, tendo recebido diversas personalidades históricas, políticas e do meio artístico, como Dom Pedro II, Juscelino Kubitscheck e Ary Barroso. Atualmente, a economia local se destaca pela suinocultura e pela produção de goiabada artesanal, que são conhecidas e reconhecidas nacionalmente e no exterior. Ponte Nova tem como característica principal a força empreendedora de seus habitantes.

O território do município foi, inicialmente, habitado por tribos indígenas dos Aimorés e Puris. Mais tarde, já no período do Brasil como colônia de Portugal, o governo português determinou a concessão destas terras, como sesmarias, aos irmãos da família Monte Medeiros. Primeiro, vieram Miguel e Sebastião que, em 1757, já haviam erguido as Fazendas Vargem Grande e Córrego das Almas. Em 1763, o padre João do Monte Medeiros também se instala nas terras e constrói a Fazenda Vau-Açu. Junto com ele, vieram sua mãe Dona Maria da Costa Camargo e sua irmã Catharina do Monte, que eram viúvas e também receberam sesmarias, na qual fundaram as Fazendas Santa Rita e Mata-Cães, respectivamente.

Após a morte da matriarca da família Monte Medeiros, ainda na década de 60 daquele século, a Fazenda Santa Rita – que compreendia o espaço onde hoje se encontra a Praça Getúlio Vargas e adjacências, passou para a posse de seus filhos. Padre João, que a esta altura já acumulava riquezas adquiridas com o comércio dos produtos de sua fazenda, solicitou ao bispo de Mariana (MG) a autorização para construção de uma capela em homenagem ao seu padroeiro São Sebastião, que foi prontamente atendida em 6 de julho de 1970. Assim, em dezembro do mesmo ano, inaugurava-se a primeira capela da cidade, onde atualmente está a Igreja Matriz de São Sebastião.

Batizado de São Sebastião da Ponte Nova, o pequeno povoado se desenvolveu ao redor da capela e às margens do Rio Piranga. O nome foi originado pela construção de uma ponte de madeira, em 1762, para facilitar o acesso entre as fazendas dos irmãos Monte Medeiros, bem como a passagem para o município de Mariana. Tornou-se vila em 1857 e, em 1866, foi elevada à categoria de município. Mas, somente no ano de 1833, o nome do município foi alterado para Ponte Nova.

O Saudali também faz parte dessa história. Há 16 anos, Ponte Nova deixou de ser somente o nosso lar, para ser também nosso ganha pão. As pessoas, as riquezas naturais, os espaços e a nossa matéria prima representam a importância do município para o frigorífico. Nesses 150 anos de história temos orgulho de pertencer à Ponte Nova. Desejamos continuar crescendo, empreendendo e construindo histórias junto da comunidade e por muitos outros aniversários.

Fonte: Portal IBGE; Portal Pontenet; Livro “Ponte Nova: 150 anos de história”, de Antônio Brant; Livro-reportagem “Retrato de Glória: a história do hotel que marcou a cidade de Ponte Nova (MG)”, de Bárbara Albuquerque.

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